Doçura despercebida

Não era à toa que a sedução estava ali. Fazia-se presente no sorriso, na seriedade e também no silêncio. Quem não sabia disso? Mas sempre há um primeiro motivo que nos faça ficar hipnotizados. Ela desfrutava da fala. E não era só som, era melodia. O contágio imediato provocava risadas e até imitações, porém jamais por mau gosto. A dona da virtude estava então incomodada. Cara feia pra lá, braços cruzados pra cá. Mesmo assim, ele – o seu pertence mais valioso, não dava adeus tão facilmente. Deve ser um método utilizado por seu cérebro para fazer social com sucesso. Na verdade nem sei se esses métodos existem.

A cabocla se revoltava com a brincadeira alheia. Apenas não percebia o encanto que seu sotaque proporcionava.

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2 Respostas para “Doçura despercebida

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