Childville

Quanto riso! Oh, quanta alegria! A graça da pacata cidade fazia o amarelado chão sem asfalto ser belo e acolhedor. Acolhia a criançada de corpo e de alma servindo também para base da pouca vegetação presente. A surrealidade era realidade, porque apesar de tudo se apresentar em cores, havia distorção de tonalidades como se fossem afetadas por um engenhoso programa de computador.

Um dia eu soube o que era o vivo propriamente dito. Assim estava o ambiente unido ao tempo comum das águas correntes do rio com as evaporadas do varal. Deixei de lado minhas teimosias e não tive medo de fazer parte daquilo tudo. Fui! Razão para sentir medo não podia ter mesmo. Logo notei que a cabocla do sotaque encantador era um detalhe perto da imensidão de prazeres vistos naquela terra tão serena. Há tempos acostumado com minha cercania humana, busquei euforicamente por um culpado. O estranho é que pessoas ignoravam minha existência dentre os becos ensolarados.

A criançada espalhada era o motor da cidade. Só sabendo disso que também fui perceber que eu era elas ou elas, eu. Não sei. A cidade que pertencia ao Estado de Transe era de ninguém, apenas dela mesma. Deusa da vida.

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Uma resposta para “Childville

  1. Gostei dos detalhes que você atentou em mostrar.

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